Superbebê

El fuego camiña conmigo

Maio 16, 2008 · 2 Comentários

Há tempos que estou para falar sobre isso, mas a conversa surgiu outro dia numa roda de amigas e uma delas insistiu para que eu discorresse sobre o assunto, então, resolvi abrir o jogo.

A gravidez é sim, um período de enormes mudanças; e mudanças em todos os sentidos possíveis: físicas, morais, espirituais e socio-comportamentais. Difícil a mulher que passa incólume. Ela vai mudar SIM, em algum aspecto, não há como fugir ou impedir. É a força da natureza contra nossa teimosia e altivez. Graças aos deuses, natureza sempre vence : )

Estar/ficar grávida e ser mãe é uma nova etapa, uma outra página da nossa vida, uma nova fase, um outro momento.

Essa mudança pode ser mais consciente (quando o bebê é planejado) ou assustadora e repentina, caso ele chegue de surpresa, mas que ela vem, vem. Adaptar-nos da melhor forma possível é o que nos resta e ponto final.

Dentre as várias mudanças que me preocuparam na gravidez, estavam as de aspecto físico/biológico, que são as que sentimos, literalmente, “na pele”.

Fiquei com medo SIM, de engordar demais, de nunca mais voltar à minha forma anterior à gestação, de ter estrias e celulite, de ter alguma complicação durante (diabetes gestacional, eclâmpsia, por exemplo) a gravidez e na hora do parto, de meus hormônios (que nunca foram lá muito ortodoxos) pirarem de vez, enfim, MUITAS foram as preocupações. E uma delas foi com relação à minha libido.

Sempre gostei MUITO de sexo. Sempre. E acho que sempre vou adorar.

Sexo pra mim é 70% numa relação, e olha que não estou exagerando. Já terminei namoros ótimos porque o sexo não era tão bom assim. Sou bastante exigente nesse sentido porque sei me valorizar e sei o que “ofereço” (rsrsrsr) em troca, então: freqüência, desempenho (caralho, tô falando de sexo ou descrevendo a performance de um carro? rsrsr) e, no caso de uma relação estável, entrega e comprometimento sempre foram quesitos primordiais para uma boa relação.

A possibilidade de minha libido baixar com a gravidez e depois dela era um verdadeiro fantasma que me assombrava intermitentemente. Caso isso acontecesse, iria mudar um traço notório de minha personalidade, seria bem estranho, traumático, até.

Segundo os médicos, isso pode acontecer já durante a gestação. Não é difícil ouvir grávidas dizerem que não sentem a mínima vontade de manter relações sexuais logo nos primeiros meses, o que acaba causando adaptações e, infelizmente brigas sérias entre casais, até separações.

No fim da gravidez então, o que “pesa” são os quilos a mais, a barriga enorme (que não dá muita margem à variação de posições, mas com criatividade e vontade, vocês conseguem) o cansaço excessivo e a ansiedade com relação ao nascimento do bebê que não ajudam muito na manutenção de uma vida sexual ativa e satisfatória em diversos casos. Em outros, (como foi o meu) tudo corre na mais perfeita paz, obrigada.

Outro fator que pode influenciar na diminuição da frequência sexual é o medo que o homem tem de machucar o feto ou mesmo a mãe durante a relação. Por falta de esclarecimento e conhecimento e até mesmo devido a mudanças de valores, muitos maridos até evitam de tocar em suas mulheres, seja por medo de machucá-las ou porque as deserotizam, não as vêem mais como um ser sexual e sim como a “mãe de seus filhos”, ou seja, nesse caso Freud explica MESMO.

Eu, que sou adepta de um bom rough sex (S&M), fiquei meio em dúvida de como deveria proceder. Mas o livro SM Sem medo, de Vilma Azevedo dá umas dicas BEM LEGAIS e seguras para mulheres (e homens) que curtem esse estilo, seguirem durante a gravidez.

Bem, mas o contrário também pode acontecer. O aumento da libido fugir do comum. Foi o meu caso, aliás. Na gravidez o nível de progesterona pode influenciar na libido transformando a grávida numa ninfomaníaca..rsrs. Os famosos sonhos eróticos da gravidez são apimentadíssimos, não me lembro de ter tido sonhos tão intensos antes de ficar grávida, os médicos dizem que isso é totalmente normal, porque é justamente durante à noite que esse hormônio é produzido. Bem interessante.

Depois que o bebê nasce, os hormônios começam a se reorganizar depois de 9 meses de rebuliço. É praticamente uma TPM eterna.

Os sintomas dessa reorganização são parecidos com os do começo de gravidez: ansiedade, euforia ou depressão, tristeza repentina, sem explicação. Muita ou pouca fome e…quase nenhuma vontade de transar.

É verdade. Enquanto estamos amamentando, a libido fica bem, bem baixa…praticamente em “stand by”, pelo menos durante os 40 primeiros dias.

É engraçado (pra mim, foi, ao menos) porque você nem sequer PENSA em sexo, o que no meu caso foi bem estranho e diferente rsrsrs.

A sensação é a de que voltamos à primeira infância, você nem ao menos enxerga segundas intenções em olhares, frases, piadas ou situações..rsrsrs, você está em outro mundo. E nele não existe sexo.

Fora que está nervosa com a nova situação, cansada pelas noites mal dormidas e mais interessada em lamber sua cria e aprender com ela.

Depois desses 40 dias é normal que a menstruação venha e que o desejo comece a surgir de novo. Ele vem aos pouquinhos e parece que você está começando sua vida sexual novamente. É interessante e não deixa de ser um novo começo, o que dá margem para melhorias, sempre.

Depois, com o tempo, os hormônios se estabilizam e você passa a sentir “aquela coisa louca” de novo, o tesão, a sedução e aí a vida volta ao normal. Pelo menos para mim está voltando : )

Seus hormônios ficaram 9 meses mudando, dê um tempo para eles voltem a funcionar direito. Médicos dizem que o prazo para o corpo da mulher voltar COMPLETAMENTE ao normal é de 6 meses a um ano, dependendo de cada mulher. É isso aí.

Sexo é bom e quem não gosta tem sérios problemas. O casal precisa ter seu tempo a sós para retomar essa parte da vida a dois e serem papais e mamães saudáveis, satisfeitos e felizes.

Vai ser bom pra vocês.

Update: O quesito campeão de reclamações entre as recém-paridas (e recém-papais) com relação a sexo é a famosa falta de tempo. Um bebê em casa despende muitos cuidados e nos raros intervalos entre mamadas e durante o sono, só rolam rapidinhas. E vamos combinar: viver de rapidinhas ninguém merece. Acho que nem o Speed Racer e a Trixie aguentam.

Uma dica QUENTE é: deixar o bebê com alguém de confiança (avós são as mais indicadas) numa manhã de sábado ou domingo ao menos por umas 2, 3 horas e FUGIR com o pai da criança para o bom e velho MOTEL.

É uma dica que funciona e MUITO. Vários amigos me cantaram essa bola e, querida, é ótimo.

É um lugar neutro, longe do bebê, sem preocupações e propício para o sexo. Nada mais justo!

Categorias: Fique ligada! · Loucuras de uma grávida
Etiquetado: , , ,

2 respostas Até agora ↓

  • Maternidade X Libido // Maio 16, 2008 às 3:28 am | Responder

    [...] da Gabs aqui. Se existe uma mulher que literalmente abre o verbo é ela, e depois de ler o texto El fuego camiña conmigo fiquei pensando… Putz, eu tenho que partilhar n’A Vida Secreta este texto.  Sim, [...]

  • tati // Maio 16, 2008 às 1:01 pm | Responder

    gabi, realmente este é ‘o fantasma’ neste período!
    espero, assim como você que uma coisa não anule a outra porque também curto muito este ‘esporte’ e em tempo, é sempre legal tentar dividir seu tempo para agradar a gregos e troianos.

    meu irmão casou com 22 anos, ‘grávido’ no susto mesmo… foi fogo! e bom tá feliz e casadissimo até hoje com três filhos…!

    Acho uma graça como ele e minha cunhada dividem o tempo e sempre o fizeram…na medida que as crianças foram crescendo e eles estipularam rotinas pra que tipo quando chegasse umas 8 da noite toda galerinha estivesse de banho tomado e dormindo.. e então eles teriam o momento deles como homem e mulher, como casados, namorados enfim..

    acho que é uma grande sacada pra coisa não se perder.

    porque sim eles são pais mas são também homem e mulher e desta forma não deixam a libido sumir com o tempo.

    mas vc é pimentinha… duvido que aconteça com você!kkkk…

    um bjo – to com saudade!

Deixe um comentário