
“A vezes o homem mais pobre deixa a seus filhos a herança mais rica” (Ruth E. Renkel)
Quando me tornei pai pela primeira vez, não pude deixar de pensar muito no meu pai, que embora já estivesse doente estava lúcido. Lembrei de todo o processo da vida, nascer, crescer, amar, morrer… e o legado que isso acarreta por todas a gerações que já existiram.
Quanto minha primeira filha nasceu me enchi de esperança. Além do amor e do carinho que a chegada de uma filha trás, há sempre uma proposta de um ser humano melhor do que você, que vem de você.
No final das contas, não adianta olhar os defeitos que nossos filhos herdaram de nós, mas sim o aprendizado que receberão para se tornarem pessoas melhores. Essa é a chama de esperança: que eles vejam como nós vivemos mas procurem melhorar, aprendam com nossos erros.
Agora com a Tina, o processo é o mesmo, mas com uma nova visão, pois seu tempo é outro e suas idéia devem ser ainda diferentes da irmã, além do fato de que ela é um ser único e terá sua própria visão das coisas.
Se você não quer filhos, tudo bem. Mas para mim, a idéia de passar adiante uma semente de esperança e de mudança, valem todo o esforço, todos os gastos. Isso sem falar na paixão e no amor, que são tão grandes que não cabem em um post só deles.
Para mim, esse é o legado de um homem. Por mais que hajam problemas é um desafio criar a possibilidade de um mundo melhor através dos filhos. É a verdadeira e proposta de paz e para nós pobres pais, de imortalidade.
É o que faz a vida aqui valer a pena.
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