
Desculpem o trocadilho, mas o pesadelo acabou. Valentina já está dormindo 8h por noite.
Ela começou por esses dias, não sei se foi por conta do frio que ajuda a gente a dormir melhor ou da mamadeira poderosa que dou na hora de nanar, mas às 21h ela já começa o chororô (ela se recusa a dormir..é muito difícil de dar o braço a torcer, luta contra o sono) e, salvo raras vezes quando acorda durante a noite porque perdeu a chupeta ou qualquer outra razão, só acorda às 6 da manhã do dia seguinte.
Ela mama e dorme, eu a ponho no berço e acabou.
Nada de embalá-la ou sair de carro para que ela pare de chorar ou qualquer outra receita para fazê-la dormir. Se ela está resistente e lutando com todas as forças contra o sono eu simplesmente a deixo no berço e saio do quarto.
Ela chora, é verdade. Eu me seguro MUITO para não pegá-la novamente no colo, muito MESMO. E depois de um tempinho chorando, ela se cansa e dorme tranquila.
Não vou cair nessas receitas rápidas para fazer bebês dormir. Elas são traiçoeiras e depois pedem a conta mais tarde.
Alguns hábitos são fatais. Eles parecem a solução para convencer a criança a pregar os olhos, mas, com o tempo, prejudicam as noites da família inteira.
Animados com o resultado - ela pegou no sono em poucos minutos -, recorremos à certas estratégias com freqüência, e quando nos damos conta, o gesto virou uma moeda de troca e o pequeno só dorme em certas condições.
Você provavelmente conhece essa história, “mas talvez não saiba que esse tipo de artimanha é um dos principais responsáveis pelos distúrbios do sono na mais tenra idade”, afirma Marilúcia Picanço, que coordena a área de medicina da criança e adolescente da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília. Quem se mete na enrascada enfrenta verdadeiras maratonas para assegurar que o bebê e, conseqüentemente, o resto da família tenham uma noite tranqüila.
“Atitudes que facilitam o sono do filho ao exigir a presença dos pais fazem com que eles se tornem escravos do sono da criança”, diz Márcia Pradella-Hallinam, coordenadora do setor de pediatria do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo.
Portanto, se você deita ao lado do pequeno até ele adormecer ou permite que ele se enfie na sua cama no meio da madrugada, é hora de rever esses costumes.
Que fique claro: não se trata de uma proibição. Algumas vezes, só mesmo apelando para práticas, digamos, não recomendáveis, é que os pais conseguem sossegar o rebento e recarregar sua própria bateria.
O problema é fazer disso um hábito. Aí, além de prejudicar a qualidade da soneca, eles podem retardar o amadurecimento da criança - e ninguém aqui está interessado em inibir a autonomia do pequeno, certo? Sem falar que a presença constante do filho no quarto dos pais acaba “empatando” os momentos de intimidade do casal.
Aqui vão algumas dicas, baseadas em minha própria experiência e em pura teoria (livros, sites e dicas de outras mães) para não “viciar” seu filho na hora de dormir.
Reorganize sua rotina - só assim você deixa de ser um refém do sono do filhote. A disciplina é a senha para dar adeus a madrugadas em claro e, de quebra, oferece um escudo contra birras e histórias mirabolantes inventadas pelas crianças mais velhas para escapar da cama. Seja MILITAR na hora de definir horários. Se você sabe que a criança dorme tal hora, e leva um certo tempo para pegar no sono, marque compromissos, deixe ou retome suas tarefas para ANTES ou DEPOIS da hora do bebê dormir.
Espere o sono chegar - Se nem você consegue dormir quando não tem sono, quanto mais o bebê que está super interessado em saber tudo o que acontece ao seu redor. Não adianta colocar a criança para dormir sem que ela demonstre o mínimo sinal de cansaço e sono. Observe a freqüencia de bocejos, manhas e olhos baixos e aí sim, coloque o neném na cama.
Seja Pontual - Conseguiu definir o horário do sono de seu filho? Então, siga-o à risca.
Nada de agito - Não estimule seu filho perto da hora de dormir. Quando o horário em que ele dorme for se aproximando, aproveite e prepare o terreno para que ele fique tranqüilo, como por uma musiquinha, vestir o pijaminha, dar a mamadeira, diminuir as luzes do quarto…exigir que ele durma depois de ter corrido, pulado ou visto um filme estimulante é jogo sujo.
Capriche no ritual - Como eu disse acima, crie um ritual na hora de dormir, assim ele se acostuma, diferencia o dia da noite (principalmente os bebezinhos pequenos) e acaba pegando no sono.
Seja firme - Não aceite barganhas. Desculpas freqüentes como “não estou com sono” “não consigo dormir”, “mas vocês vão ficar acordados!” não devem ser aceitas. Hora de dormir é hora de dormir e acabou.
Maneire na comida - Se o bebê estiver com fome, vai acordar e chorar para mamar. NÃO ACORDE a criança no meio da noite para uma mamada ou um “lanchinho”. Com isso você interrompe seu sono e cria um hábito que ela vai levar por muito, muito tempo.