Superbebê

Cabelo, cabeluda, cabeleira, descabeladaaaa

Julho 16, 2008 · 1 Comentário

Valentina faz 4 meses amanhã (17/07). Está linda: rechonchuda, mega esperta, olhos azuis e algumas penugens loiríssimas sobre a cabeça.

Ou seja: ainda careca.

Valentina tem fixação por cabelos. Adora os da avó (que ela tinge de vermelho vivo) os do pai e principalmente os meus, os quais agarra com força e morre de rir.

Talvez porque deva achar engraçado a mãe ter cabelo preto com mechas cor-de-rosa.

Talvez me confunda com algum bichinho de pelúcia…vai saber?

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É tudo verdade

Julho 13, 2008 · 1 Comentário

“Quando você for mãe você vai entender.”

Sabe, eu nunca dei bola pra essa frase. Me parecia balela ou frase clichè daquelas que explicam o inexplicável ou que te excluem veementemente, por bem ou por mal, de alguns assuntos na vida, dos relacionados à maternidade, no caso.

Mas tenho que dar o braço a torcer. Ela é real. Como todos os outros clichès. E se você não é mãe, me desculpe, mas vai achar que estou exagerando.

Quinta-feira desta semana fui trabalhar e deixei Valentina dormindo, sob os cuidados de minha mãe.

E não me lembro de ter sentido dor parecida em toda a minha vida. Senti outros tipos de dor, obviamente, mas nunca havia sentido isso…um misto de culpa, tristeza, abandono e impotência.

Passei um dia péssimo, não consegui me concentrar, chorei o tempo todo.

Não porque duvidei de que ela estava bem, mas apenas porque havia me separado dela sem a previsão de voltar dali a duas ou três horas.

Iria ficar 8 horas ou mais, longe. E aquilo me destruiu.

Me lembrava a toda hora de seu cheirinho e de suas gracinhas, do modo como sorri para mim assim que acorda e me vê à beira do berço, de seus gritinhos e de como acaricia meu colo enquanto mama…para piorar tudo, meus seios estavam cheios de leite…

Foi simplesmente horrível e me fez pensar num monte de coisas…em como a vida da gente muda e prioridades se invertem.

Anos atrás era inconcebível para mim ficar mais de 15 dias longe do emprego. Não porque sou workaholic ou coisa parecida, mas porque gosto de trabalhar. Porque parte de quem sou está no que faço, no que produzo, no que conquistei ao longo desses 10 anos no mercado de trabalho.

Sou muito agressiva corporativamente falando. Sou competitiva, exigente e perfeccionista. Sou uma chefe terrível e uma funcionária idem…porque tenho problemas com a chefia…rsrsrs

Mas agora, com 32 anos e uma neném de 4 meses, cheirosa, rechonchuda, loirinha, de olhos azuis que ainda depende total e inteiramente de mim, me esperando em casa, todos os desafios e conquistas profissionais que obtive e os que ainda tenho pela frente parecem perder o brilho… desmancham-se no ar.

As horas passadas na redação ou em externas gravando já não me parecem mais tão empolgantes e divertidas quanto observar o desenvolvimento da minha filha e dar a ela todo o suporte emocional e educacional durante esses meses cruciais.

Quem diria, não? Sei que isso pode ser transitório, aliás, tenho certeza disso. Quando ela estiver mais velha e mais independente e principalmente quando desmamar, isso vai passar e eu não vou ver a hora de voltar ao trabalho… Mas por enquanto não é isso o que sinto.

Ela precisa de mim. E eu dela.

Mas querem saber do mais legal? Meu chefe me chamou e me dispensou, disse que me ligaria pra gente “conversar”…

Nem preciso falar que o sorriso me voltou ao rosto na hora, peguei minha bolsa e saí correndo pra casa.

Passei o resto do dia com minha neném. E tudo voltou ao normal.

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Medo

Julho 3, 2008 · 2 Comentários

Está chegando a hora de eu voltar ao trabalho.

Estou com medo.

Medo do laço que tenho com meu bebê se enfraquecer, medo de ser ausente, medo de não conseguir chegar em casa a tempo de pegá-la acordada, medo de ter que trocar de emprego…

Aliás, estou pensando nisso.

Trabalho muito longe, nos confins da zona sul…e como moro nos confins da zona norte, tenho que atravessar a cidade para trabalhar.

Bem, quem mora em SP sabe que isso é suicídio. Que vou perder, no mínimo, umas 3 horas no trânsito. E três horas a menos com minha filha..que podem ser cruciais.

Estou assustada, culpada e confusa.

Incrível como um direito adquirido com tanta luta e sofrimento ( o direito da mulher trabalhar) pode causar agora tanta culpa e até arrependimento.

Foda.

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Quando nasce um bebê, nasce também uma mãe

Junho 21, 2008 · Não Há Comentários

“Tornar-se mãe é uma das tarefas mais satisfatórias do mundo e também uma das mais difíceis. Desde o início da gravidez a mulher passa por um misto de orgulho e incertezas com relação às mudanças no seu corpo e identidade, com relação ao desenvolvimento do seu bebê e sua atuação como mãe.

Após o nascimento do bebê, não se preocupe em ser perfeita, não se cobre. Isso ajuda a mãe a viver a maternidade e a relação com seu filho plenamente. Sua preocupação deve ser com a qualidade da relação que constrói com o bebê. Cada mulher tem sua forma de lidar com a condição de ser mãe, e estar à vontade com esse mundo novo é o que vai levá-la a ser uma mãe feliz”

“Mãe e bebê: Encontros e desencontros” - Assis M. B.A.C.

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Orange Crush

Junho 21, 2008 · 1 Comentário

No dia 18 de junho de 2008, Valentina tomou seu primeiro suco de laranja.

Suquinho de uma laranja-lima inteira, bem peneiradinho sem adição de água ou açucar.

Fez careta ao sentir pela primeira vez o gosto ácido e diferente da fruta, depois, parece ter gostado pois mamou tudo com sofreguidão.

Valentina está com 60 cm e 5.560Kg. Ganhou cerca de 1 kg e meio em um mês e cresceu 6 cm!

Está perfeita e saudável, havia pego uma gripinha, que deixou a mamãe muito preocupada, mas depois de muita inalação e Sorine no nariz, melhorou. Depois de 5 dias a tosse cessou e ela está curada.

Em caso de gripe ou resfriado, o bebê não pode tomar nenhum medicamento contra a tosse (ao menos os pequenininhos) por isso fui direcionada a administrar inalação 3 vezes ao dia com 5 ml de soro fisiológico. E Sorine (ou Rinossoro, ou o próprio soro fisiológico) no nariz sempre que estiver entupido.

Se por acaso o bebê tiver febre, dê Paracetamol, uma gota por peso do bebê.

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Fragmentos III

Junho 17, 2008 · 1 Comentário

Você percebe que está ficando velho quando:

Sua filha número 2 está tentando falar contigo deitada no berço e sua filha número 1 te manda um e-mail…

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Fragmentos II

Junho 16, 2008 · 1 Comentário

-Junto com o “manual para amamentação do bebê” que te entregam na maternidade, deviam entregar também o “manual para aguentar palpitaiada da família, agregados e alheios referentes ao bebê”. Cruzes.

-O pós-parto não é tão alarmante e sério quanto pintam por aí. Salvo se você teve alguma complicação no parto, obviamente. De resto, ele é tranqüilissimo. Deviam parar de assustar as grávidas. Já não basta a própria condição de mãe, que já é deveras aterrorizante.

-É o seguinte: o neném sai, mas sua barriga não vai embora tão cedo. Também não há um tempo padrão para ela sumir, cada mulher é um caso, cada barriga uma sentença. Mesmo.

-Um dos sonhos de consumo das mães é poder dormir ou namorar uma noite inteira.

-Não adianta reclamar que o pai não ajuda se você não entrega o bebê para ele se virar e O DEIXA SE VIRAR.
Ficar em cima dizendo o que ele tem que fazer, não vale. Depois não adianta reclamar dizendo que você que faz tudo. Assim como você aprendeu a fazer, quando o neném chegou em casa, ele também consegue. Acredite, tenha fé.

-O que você come nem sempre reflete na saúde do bebê. Tomei refrigerante (só nos fins de semana) e comi feijão desde sempre e nem por isso a Valentina teve cólicas. Ela NUNCA teve cólicas. Isso depende também de cada bebê. Não é regra. Só tente se alimentar com o minimamente saudável, pelamor de seus filhinhos.

-Quando se é mãe você ganha superpoderes. Eu, por exemplo, consigo escrever um post, vestir uma calça, escrever um bilhete e até me maquiar com uma mão só, enquanto seguro a Valentina no outro braço.

-Sem deixar de ser eu mesma, mudei completamente.

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Fragmentos

Junho 12, 2008 · 2 Comentários

-”Grrrrrrr” só existe na língua da Valentina e dos cachorros, né ?” - Sophia, enquanto eu explicava que certos sons fonéticos só existem em certas línguas, como o “th” no inglês, o “h” no hebraico e o desconhecimento de encontros consonantais como gr, br, pr pelos japoneses.

- “Nunca pensei que eu fosse achar uma careca gorda e banguela tão linda!” - Sophia, elogiando a irmã de um modo peculiar e criativo.

Sinto falta dos meus amigos. Sinto falta de trabalhar. Sinto falta da correria do dia -a-dia na redação ou para produzir algum vídeo. Sinto falta das baladas. Sinto falta de um monte de coisa…

Mas tudo isso, tudo isso, toda essa saudade simplesmente desaparece quando ouço seu chorinho de manhã e a medida que me aproximo de seu berço vejo aquele seu sorriso enorme e banguela escancarado para mim.

E quando você me olha com esses olhos azuis e conversa comigo enquanto te amamento. E passa essa sua mãozinha, tão pequenininha, carinhosamente em meu rosto também enquanto mama. E quando sorri candidamente quando canto sua canção preferida. E quando revira os olhinhos, aninhando-se confortavelmente em meus braços enquanto te nino.

Cada segundo com você faz tudo, tudo valer a pena, meu amor.

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Careca loira!

Junho 9, 2008 · 1 Comentário

Társis

Sua guria está com 3 meses e 2 semanas

Agora que o sua filha nasceu, você está radiante de felicidade. E como todo pai orgulhoso, quer exibí-la ao mundo. Não tenha pressa. O bebê passou nove meses protegido dentro do útero, portanto precisa de algum tempo para se adaptar ao novo ambiente.

Aos três meses e meio, a pele dela é muito delicada e não pode ficar exposta ao sol, mesmo nos horários mais brandos. O protetor solar, por enquanto, não é recomendado.

Outro que precisa se ajustar à vida fora do útero é o aparelho digestivo. O estômago e o intestino podem surpreender o sua filha com as cólicas. A pequena, em resposta, geralmente se contorce toda. Ai, que desespero para pais e mães… Principalmente os de primeira viagem.

Mas não há motivo para tanta preocupação. Os sintomas são passageiros e indicam que esses órgãos estão se esforçando para trabalhar melhor.

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As armadilhas da hora de dormir

Junho 5, 2008 · 2 Comentários

Desculpem o trocadilho, mas o pesadelo acabou. Valentina já está dormindo 8h por noite.

Ela começou por esses dias, não sei se foi por conta do frio que ajuda a gente a dormir melhor ou da mamadeira poderosa que dou na hora de nanar, mas às 21h ela já começa o chororô (ela se recusa a dormir..é muito difícil de dar o braço a torcer, luta contra o sono) e, salvo raras vezes quando acorda durante a noite porque perdeu a chupeta ou qualquer outra razão, só acorda às 6 da manhã do dia seguinte.

Ela mama e dorme, eu a ponho no berço e acabou.

Nada de embalá-la ou sair de carro para que ela pare de chorar ou qualquer outra receita para fazê-la dormir. Se ela está resistente e lutando com todas as forças contra o sono eu simplesmente a deixo no berço e saio do quarto.

Ela chora, é verdade. Eu me seguro MUITO para não pegá-la novamente no colo, muito MESMO. E depois de um tempinho chorando, ela se cansa e dorme tranquila.

Não vou cair nessas receitas rápidas para fazer bebês dormir. Elas são traiçoeiras e depois pedem a conta mais tarde.

Alguns hábitos são fatais. Eles parecem a solução para convencer a criança a pregar os olhos, mas, com o tempo, prejudicam as noites da família inteira.

Animados com o resultado - ela pegou no sono em poucos minutos -, recorremos à certas estratégias com freqüência, e quando nos damos conta, o gesto virou uma moeda de troca e o pequeno só dorme em certas condições.

Você provavelmente conhece essa história, “mas talvez não saiba que esse tipo de artimanha é um dos principais responsáveis pelos distúrbios do sono na mais tenra idade”, afirma Marilúcia Picanço, que coordena a área de medicina da criança e adolescente da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília. Quem se mete na enrascada enfrenta verdadeiras maratonas para assegurar que o bebê e, conseqüentemente, o resto da família tenham uma noite tranqüila.

“Atitudes que facilitam o sono do filho ao exigir a presença dos pais fazem com que eles se tornem escravos do sono da criança”, diz Márcia Pradella-Hallinam, coordenadora do setor de pediatria do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo.

Portanto, se você deita ao lado do pequeno até ele adormecer ou permite que ele se enfie na sua cama no meio da madrugada, é hora de rever esses costumes.

Que fique claro: não se trata de uma proibição. Algumas vezes, só mesmo apelando para práticas, digamos, não recomendáveis, é que os pais conseguem sossegar o rebento e recarregar sua própria bateria.

O problema é fazer disso um hábito. Aí, além de prejudicar a qualidade da soneca, eles podem retardar o amadurecimento da criança - e ninguém aqui está interessado em inibir a autonomia do pequeno, certo? Sem falar que a presença constante do filho no quarto dos pais acaba “empatando” os momentos de intimidade do casal.

Aqui vão algumas dicas, baseadas em minha própria experiência e em pura teoria (livros, sites e dicas de outras mães) para não “viciar” seu filho na hora de dormir.

Reorganize sua rotina - só assim você deixa de ser um refém do sono do filhote. A disciplina é a senha para dar adeus a madrugadas em claro e, de quebra, oferece um escudo contra birras e histórias mirabolantes inventadas pelas crianças mais velhas para escapar da cama. Seja MILITAR na hora de definir horários. Se você sabe que a criança dorme tal hora, e leva um certo tempo para pegar no sono, marque compromissos, deixe ou retome suas tarefas para ANTES ou DEPOIS da hora do bebê dormir.

Espere o sono chegar - Se nem você consegue dormir quando não tem sono, quanto mais o bebê que está super interessado em saber tudo o que acontece ao seu redor. Não adianta colocar a criança para dormir sem que ela demonstre o mínimo sinal de cansaço e sono. Observe a freqüencia de bocejos, manhas e olhos baixos e aí sim, coloque o neném na cama.

Seja Pontual - Conseguiu definir o horário do sono de seu filho? Então, siga-o à risca.

Nada de agito - Não estimule seu filho perto da hora de dormir. Quando o horário em que ele dorme for se aproximando, aproveite e prepare o terreno para que ele fique tranqüilo, como por uma musiquinha, vestir o pijaminha, dar a mamadeira, diminuir as luzes do quarto…exigir que ele durma depois de ter corrido, pulado ou visto um filme estimulante é jogo sujo.

Capriche no ritual - Como eu disse acima, crie um ritual na hora de dormir, assim ele se acostuma, diferencia o dia da noite (principalmente os bebezinhos pequenos) e acaba pegando no sono.

Seja firme - Não aceite barganhas. Desculpas freqüentes como “não estou com sono” “não consigo dormir”, “mas vocês vão ficar acordados!” não devem ser aceitas. Hora de dormir é hora de dormir e acabou.

Maneire na comida - Se o bebê estiver com fome, vai acordar e chorar para mamar. NÃO ACORDE a criança no meio da noite para uma mamada ou um “lanchinho”. Com isso você interrompe seu sono e cria um hábito que ela vai levar por muito, muito tempo.

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