Hora de largar as fraldas?

Com a Tina caminhando para seu terceiro ano de vida, está chegando a hora de tirar as fraldas.  A coisa toda vai acontecendo aos poucos e não existe de fato uma data certa para abandoná-las e pedir sem que que quiser, xixi e cocô.

A partir dos dois anos a criança já está em processo de amadurecimento e variando de acordo com cada uma, ela vai dominando os movimentos motores e isso inclui o controle do esfíncter que permite segurar o cocô.
Por influência dos pais e da irmã, seu bebê sabe que o lugar de fazer cocô e xixi é na privada (ou penico) e não nas fraldas. Mas esse grito de independencia contra as fraldas costuma esbarrar em um outro problema: a ansiedade dos pais.

Acreditem: por razões de comodidade, ansiedade e até por razões financeiras (porque fraldas são caras) os pais podem ser a maior barreira na passagem da fralda para o vaso sanitário.

No caso da Tina, nossa ansiedade precisa ser diariamente dominada.
Queremos muito que ela dê esse passo inportante mas ela tem seu próprio tempo. É preciso ter amor, paciência e ficar atento porque ir ao banheiro ainda não é algo natural nessa idade.

No começo a maioria das crianças  – incluindo a Tina – tem mais facilidade para pedir xixi, e com isso elas passam mais tempo com a fralda seca.
Lentamente e durante o verão, começamos a tirar a fralda dela e pedir com jeito para que ela avise quando quer fazer seu xixi. O problema é que a vida da Tina ( e de todas as crianças ligadas nos 220 v.) tem tantoas novidades, afazeres e coisas para brincar que ela simplesmente não encontra tempo (nem vontade) de parar tudo e fazer xixi na privada.

No começo, aconteceram acidentes. Normal para os bebês. Mas aos poucos ela começou a pedir antes de se molhar, pois começou a ficar incomodada quando estava molhada.

Cada vez que ela consegue pedir para ir ao banheiro é uma festa! Todos comemoram! E isso é muto importante para a criança.

Nessa fase, pai, mãe, vó, tia, irmã e professores precisam se unir num trabalho de equipe, que exige paciência, colaboração e pode durar de poucos dias a vários meses. Para quem está na escolinha o trabalho da professora é fundamental.
Os cuidados incluem conversas com os pequenos e preparação do banheiro, além de perguntas insistentes durante o dia inteiro -  “Quer fazer xixi? Quer fazer cocô?”

Psicólogos alertam que brigar quando a criança deixa escapar o xixi e o cocô é um erro muito comum que precisa ser evitado. Brigar com a criança por causa disso vai deixá-la mais insegura e atrasar o adeus às fraldas.
Ao mesmo tempo abandonar as fraldas é um momento único e conflitante na psique dos pequenos. Ter liberdade de fazer xixi e cocô sozinho significa por outro lado ser independente e deixar de ter o carinho e cuidado dos pais que estavam o tempo todo ali para a troca de fraldas. É um momento a menos de intimidade na vida da criança com os pais.

Com tudo isso posto, o importante é ter muita paciência e carinho. Fique ligada nos horários. A Tina por exemplo costuma ser um reloginho: meia hora depois de comer ela acaba fazendo xixi. Normalmente pede, mas nem sempre.  Quando está muito quieta uns quarenta minutos após a janta, é porque está se “escondendo”, se preparando para fazer cocô. Temos que pegá-la e levá-la (sob protestos) para o banheiro, afinal ela tem afazeres demais para parar e ir ao banheiro.

Não force a criança, não fique em cima o tempo todo.  Seja sutil e comemore com a criança quando ela faz seu xixi e cocô. No final dá tudo certo  : )

Falando pelos cotovelos


A Tina caminha firme, forte e rápido (de preferência correndo desgovernada) para os seus 3 maravilhosos anos de vida.
Agora, ela está formando as primeiras frases completas, sozinha. Uma melhor que a outra.
Além do prazer de vê-la se desenvolver bem, há a curtição de perceber que ela já expressa suas próprias ideias – afinal, ela pode formular frases por si só.
Do nada outro dia, a Tina soltou uma frase que nunca vou esquecer, a primeira que vi ela fazer sozinha, sem repetir ninguém:

- “Papai não gosta de vermelho”.

Quase me matei de rir, ela acertou em cheio: como gremista ela percebeu que eu detesto vermelho (cor do amaldiçoado arquirival, Inter).
Depois desse marco, as frases ficam cada vez mais curiosas.
Ela dá bronca nos seus bichinhos imitando as broncas que ela toma da mãe.

Dizem os especialistas que as crianças falam quando estimuladas pelos pais e repetem não só atitudes como palavras, por isso fale com seu filho(a), ouça e dê importância para suas primeiras frases e cuidado com os palavrões (um lembrete pra nós mesmos, sobretudo assistindo partidas de futebol pela TV) !

Com alguns “Rs” e “Ls” a mais ou a menos, aos poucos, a Tina vai falando novas frases e cantando novas músicas (“Pindorama” e “Sapo Cururu” são suas musiquinhas favoritas) e encantando nosso mundo com suas ideias e observações preciosas, como só uma criança pode fazer.

Copa do Mundo 2010

Talvez a primeira lembrança que tenho de minha infância, foi chorar no colo do meu pai, quando a seleção brasileiras de 1982 foi desclassificada pela seleção italiana. Não lembro os detalhes, mas sei que essa foi certamente minha primeira recordação na vida, não apenas em minhas memórias futebolísticas. Um ano depois, o futebol me devolveu a alegria ao ver o Grêmio campeão do mundo, mas isso é outra história…

A chegada da Copa do mundo faz com que todo mundo fique ligado em uma das maiores paixões brasileiras, o futebol.
Verdade que nem todo mundo gosta de futebol. Conheço gente que não gosta de futebol. Verdade também que Copa do Mundo não devia acontecer em ano de eleições presidenciais, coisa muito mais importante que o glorioso esporte bretão…
Mesmo assim, aposto que ninguém passou batido pelo álbum de figurinhas da Copa, não é?

Enfim, amanhã a bola começa a rolar nos gramados africanos e o Brasil, único país a estar presente em todas as Copas, estará lá, disputando mais um título.

A Valentina não entende quase nada de futebol.

Já sabe quem é o Grêmio, o time do papai e da irmã, time que, para minha mais absoluta alegria, ela já adotou.  E não se engane com o fato de eu ter filhas e que as gurias não se importam com  futebol. As torcedoras gremistas mais fanáticas que conheço são mulheres.

As mulheres podem tudo. Disputar a presidência da república, torcer para qualquer time do país, é apenas uma de suas possibilidades.

A Sophia, mais velha, vai curtir sua primeira Copa, a primeira em que ela entende do que se trata. Fui ensinando aos poucos o pouco que sei sobre futebol e sobre o Grêmio. O futebol tem aspectos negativos, certo, mas é melhor se apegar aos muitos aspectos positivos.

As boas amizades que o futebol pode oferecer. O prazer do esporte, o saber trabalhar em equipe e respeitar as diferenças, elas são muitas, mas nenhuma é capaz de resistir ao poder do futebol.
Saber vencer e claro, curtir a dor da derrota. Porque o futebol, assim como a vida, sempre te dá uma nova chance. Todo dia é uma nova partida e não importa cor, raça, posição sócio-cultural, o que importa é a emoção do jogo.

O futebol é superlativo. Gostem ou não, o futebol é um símbolo tão brasileiro porque é um símbolo de superação.
Por isso também, é o esporte mais praticado no mundo.

Essa é a razão pelo qual quero transmitir um pouquinho esse prazer para minhas filhas.
Sem exageros, sem fanatismo, sem deixar de apontar o lado negro do futebol.
Mas enaltecer a magia desse jogo, sua alegria e sua paixão.

Exatamente como é a vida.

Música para Valentina

Quem me conhece acha erroneamente que só gosto de rock. De preferência rock pesado, punk ou gótico.

Não podiam estar mais errados.

Eu gosto de música. E música boa, bem feita, bem executada.

Uma boa composição, bem interpretada, ultrapassa gostos e gêneros, sustenta-se sozinha,  dispensa argumentações.

Blue Eyes, interpretada pela lindíssima voz de Elton John é uma dessas músicas.

Quando a ouço, não posso deixar de pensar na minha pequena princesa de olhos azuis… e imaginar que, algum dia, quem sabe, um genro de bom gosto possa presenteá-la com essa letra : )

Blue eyes
Baby’s got blue eyes
Like deep blue sea
On a blue blue day

Blue eyes
Baby’s got blue eyes
When the morning comes
I’ll be far away
And I say
Blue eyes holding back the tears
Holding back the pain
Baby’s got blue eyes
And she’s alone again

Blue eyes
Baby’s got blue eyes
Like a clear blue sky
Watching over me
Blue eyes ooh I love blue eyes

when I’m by her side
Where I long to be
I will see
Blue eyes laughing in the sun
Laughing in the rain
Baby’s got blue eyes

and I am home again
Blue eyes laughing in the sun
Laughing in the rain
Baby’s got blue eyes
And I am home again

UHÚ! Concurso Cultural NET: quer ver Alice no cinema?

Eu sei que tem muitas mamães que frequentam esse singelo Blog, algumas já com seus respectivos bebêzões, então vou dar uma dica de um concurso bacanérrimo.

Mas antes que queria dizer que na minha época de pai solteiro, eu não tinha essas mamatas! Tô quase com inveja!

A NET fez um parceria com a Cinematerna e vai dar 10 pares de convites para você ir no cinema com seu superbebê para ver… tchan, tchan, tchan:

Alice no País das Maravilhas !!!

Quer ver? Claro que quer, eu também quero, mas não posso participar, saco!
Os ingressos são para você mamãe grávida ou que tenha superbebês até 18 meses. ¬¬
(um abuso não incluir pais solteiros… mas tudo bem).

Para você participar basta responder a pergunta:
“Qual seria o melhor título para um filme de romance sobre mamães?”

É simples, vai? Solte a sua criatividade, concentre-se, bole um título bem legal e lance a resposta via twitter para @NEToficial.

A melhor resposta está concorrendo ao par de ingressos. O Filme será exibido na sessão da próxima quinta-feira, as 14h00 no Shopping Villa- Lobos.

Ver Alice, naquele cinema nota 10, na faixa, com seu superbebê?
Tá esperando o que? Vai, mulher, escrevae!

Como anunciar uma gravidez

Nunca escondi que somos uma família nerd. Com o maior orgulho, diga-se de passagem.

Começando por mim e terminando na Tina (que simplesmente adora “ler” seus gibis e livros), somos ligados em quadrinhos, livros, música, cinema, séries e toda aquela cultura nerd maravilhosa. Como não somos os únicos e o nerd style está na moda, veja só o que o casal Jennifer e Jeff fizeram.

Jennifer está grávida e para anunciar a gravidez aos amigos, caprichou na criatividade e porque não dizer, no bom gosto.

Isso sim é um anúncio de gravidez!

Só resta saber o que é mais fácil: destruir a Estrela da Morte ou cuidar de gêmeos!

O grande post das MÃES

O que NÃO dar de presente de Dia das Mães à sua genitora:

- Panelas, batedeiras, liquidificador, microondas ou qualquer outro dipo de eletrodoméstico que carregue a conotação de que você quer que ela trabalhe MAIS AINDA do que já normalmente trabalha.

-Presentes que na verdade são para você, não para ela,como a caixa de Battlestar Galactica (a não ser que ela acompanhe, a série, claro)

-Presentes conjugados: você dá o CD do Roberto Carlos, seu pai o DVD e seu irmão uma camiseta (do Roberto Carlos) e sua irmãzinha um poster do Robertão abraçado à Nossa Senhora = BREGA

- Bichinhos de pelúcia agarrados à algum troço, tipo um coração, com os dizeres: Eu te amo um tantão assim. = BREGA

- Livrinhos de bolso, do tipo : “Querida Mamãe” que mostram fêmeas do reino animal, juntamente com sua prole sob frases do tipo ” Ser mãe é lamber sua cria mesmo quando ela está cagada”  = BREGA

- Lingerie = CONSTRANGEDOR. Principalmente as provocantes. Para nós mães são como as bonecas Barbie: lindas, maravilhosas, sempre sorrindo e assexuadas.

- Cremes anti-idade : vai dar a impressão de que você está com vergonha porque ela está ficando velha.

- Chocolate: Acabamos de sair da Páscoa. Você está engordando sua mamãe para o Natal, querido (a)?

- Uma foto sua. Como se ela já não tivesse milhares.

Os grandes clichês das mães:

Leve um agasalho

Vai chover, leva guarda-chuva (alguém mais ODEIA andar com guarda-chuvas ou sou só eu?)

Não vai dar certo

Não é assim

Falta sal

É mesmo? (fingindo interesse)

Aquele seu amigo (a)…o que ele (a) faz mesmo?

Você me esqueceu

Você não me ama mais

Você nem liga pra mim

Estou morrendo (essa sequência vale para as mães judias, como a minha)

Eu te disse

E aquele (a) seu (a) ex- namorado (a)? Que fim levou, hein?

Ah, uma vez,  quando você era pequeno (a)…. (geralmente precede uma sessão de histórias constragedoras de sua infância)

Ah! Não precisava! (quando recebe algum presente)

Você está tão magrinho! Sua mulher está cuidando bem de você? (para filhos homens)

Você está cuidando bem de seu marido e de meus netos? (para filhas)

Você está gorda (para filha)

Te acordei? (ligando nas horas mais impróprias)

Aonde você vai? Com quem? Fazer o que? (mesmo que já tenha 50 anos)

A que horas você voltou ontem? (seguindo o mesmo princípio do item acima)

Você não bebeu, não é mesmo? (ainda mantendo a esperança)

Ah, meu/minha filho (a) nunca faria isso! (seguindo o mesmo princípio do item acima)

Eu amo você, você é meu maior presente (cliché, mas delicioso e a mais pura verdade)